A Ria de Aveiro cheira a peixe e chama pelas artes da pesca.
A pesca e o homem têm aqui uma história antiga. Antes do século X, locais como Ovar, Estarreja, Aveiro ou Mira confrontavam-se diretamente com o oceano. Depois, seis séculos de ventos, correntes marinhas e sedimentos carregados pelos rios criaram um cordão de dunas, dando origem à Ria de Aveiro.
A Ria de Aveiro possibilita uma diversidade de atividades que a tornam num local único.Com uma profundidade média de um metro e uma máxima de quatro a sete metros, as águas da laguna são habitat de várias espécies piscícolas que sustentam muitos pescadores profissionais e fazem as delícias dos pescadores amadores. Entre estas espécies contam-se a dourada, a solha, o sável, o linguado, o robalo, o rodovalho, a lampreia e a enguia, sendo esta última uma das iguarias mais procuradas nos restaurantes da região. Também abundam o berbigão e o caranguejo, fáceis de apanhar na maré baixa, e numerosas espécies de algas. Esta abundância proporciona um cardápio apetitoso para as muitas espécies de aves que aqui vivem ou que procuram a Ria de Aveiro para se alimentar, nidificar e descansar.
Há locais privilegiados para pescar à linha nas margens da ria. O molhe de São Jacinto, por exemplo, é o mais acessível e, por isso, também mais frequentado. É possível capturar exemplares de bom porte, embora seja necessário lançar o isco a distâncias entre 60 a 80 metros. O molhe das Vacas, em frente ao anterior, é apenas acessível por barco e permite pescar em maior profundidade, uma vez que se situa junto a um local de passagem de navios. O chamado molhe dos Reformados é acedido, preferencialmente, de barco mas, sendo uma zona um pouco mais rochosa e profunda, aconselha-se a aumentar o calibre da linha e apostar em lançamentos por volta dos 40 metros.
Apenas acessível de barco, o Triângulo é, segundo muitos, o mais desafiante dos pesqueiros. Implica a utilização de materiais mais robustos e mais resistência física e mental, pois os fundos são rochosos e existem redes enterradas perto das margens que prendem as linhas. É o local ideal para pescar em qualidade e não em quantidade, já que os exemplares pescados costumam compensar a paciência.
Depois de escolher o local, falta ainda saber o momento ideal para lançar o anzol: tendo em conta as correntes da baixa-mar e da preia-mar, recomenda-se pescar nas duas primeiras horas em que a maré enche ou vaza.
Arme o seu equipamento de pesca e prepare-se para a aventura! Se a pescaria não for famosa, terá sempre o consolo de umas horas passadas em harmonia e tranquilidade com a natureza.
A pesca artesanal tem uma forte presença na ‘Ria de Aveiro’, com as característica bateiras a fazerem a sua safra essencialmente nas zonas intermédias da laguna e nas mais próximas da barra. Dedicadas à apanha de berbigão e amêijoa ou à captura de choco ou linguado, estas embarcações simples animam a laguna permanentemente. Pequenos barcos cabinados pescam também no mar costeiro da Região de Aveiro, trazendo apetitosos robalos. Muitos portos lagunares albergam comunidades piscatórias mas os mais importantes situam-se na Torreira e na Costa Nova. Existem nestas povoações e nas cidades da região mercados tradicionais de venda de peixe que merecem a sua visita. Toda esta atividade gira em torno do farol de Aveiro, um dos ex-libris da região e da ligação das suas gentes com a Ria e o Mar.


gostei das imagens da Ria de Aveiro Miguel
ResponderEliminarA última vez que exerci essa actividade na dita ria, só apanhei Coco, enfim fracos gostas, melhor pescares numa bacia de agua em casa.
ResponderEliminarse calhar agora que vamos estar confinados
Eliminar